Um threesome, uma ex e uma sugestão diferente

Feliz das pessoas que se permitem o inusitado. Uma suruba ou “namoro escandaloso”- carinhosamente chamada pelo auto corretor do Word –  tem tudo para dar errado, isso é, se não tiver suas regras pré-definidas. Afinal, não é todo mundo que é o Keith Richards, em outras palavras, isso foge do comum, está fora das vias do papai-mamãe. E por esse blog merece uma história REAL sobre o tema.

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Para começar, não quero ser julgado pelo que fiz. Sou desapegado aos bens da vida e sempre fui ensinado a compartilhar.

Era sábado. Estava na casa de Jack Wilson, um amigo. Xbox, batatas fritas e algumas cervejas compunham o cenário. Não precisava de mais nada. Mas a satisfação dura só até as testosteronas do ambiente se somarem. E essa reação, catalisada pelo álcool, pode desencadear uma história como a minha.

Após algumas rodadas de Fifa13 e cerveja, decidimos ir para um lugar, ouvir uma música, pegar mulher e beber. E nessa, não sei o porquê, eu chamei a minha ex-namorada, Rose, que aceitou numa boa. Ainda nos encontrávamos frequentemente para “matar a saudade”.

Minha ex levou uma amiga, que mesmo meu amigo muito bêbado não quis pegar porque ela não era o tipo dele. Vale lembrar, que o álcool é um redutor de critérios, ou seja, sapo vira príncipe e jabuti vira modelo da Victoria Secret.

Jack ficou entretendo o jabuti, enquanto eu relembrava os velhos tempos. Não da para falar bons tempos, pois seria incoerente, visto que é uma ex-namorada, na verdade, agora são os melhores tempos, o relacionamento aberto era perfeito, tanto para mim, quanto pra ela.

Já na boate, eu e Rose estávamos em um amasso louco. O lugar começou a ficar pequeno para nós. Procurei Jack – que estava mais doido que o canguru perneta – para ir embora. A amiga da Rose já havia indo embora, um tanto desapontada pela ausência de investidas da parte de Jack.

Já no carro, meu amigo desmaiou no banco de trás, nem se mexia. Aproveitando-se do momento, Rose resolveu fazer traquinagens comigo enquanto eu dirigia. Sim, ela sacou e lickou o lollipop com o carro em movimento!

(Você, rapaz que possui uma carteira de motorista, eu recomento, de verdade)

Quase chegando ao motel, olhei pelo retrovisor e vi que Jack acordado. Fiz sinal para ele fingir que estava dormindo.

Fiz o check in no motel e fui direto para o quarto.

30 minutos depois me veio uma ideia na cabeça e enquanto minha ex estava de costas, eu mandei sms para o Jack entrar no quarto.

Eu sei… Um tanto idiota e suicida minha atitude, mas no pior, ele se fingia de bêbado e ia embora. Além do mais, eles já tinham ficado em outras ocasiões.

Quando Jack entrou no quarto Rose disse: – Ei ei, o que tu ta fazendo aqui cara? Rs

(sim, ela falou isso rindo)

Jack: – Eu vou mijar ali no banheiro. Disse ele meio cambaleante.

E seguiu em direção ao toalete.

Enquanto ele ficava no banheiro eu continuei. Plock plock plock…

Resolvi chama-lo.

– Jack…chega aqui.

– Ei, chega aqui…como assim? – Disse Rose.

Jack já chegou beijando-a. E para minha surpresa ela não apresentou nenhuma resistência, nem mesmo um “para”.

Então como estava tudo bem, eu e Jack iniciamos um trabalho de equipe, obviamente sem muito contato físico, visual ou vocal. Certas regras têm de ser respeitadas.

Rose parecia bem à vontade, mostrava-se até proativa, propondo posições. Mas alegria de surubeiro dura pouco.

Em um dado momento, eu e Jack quisemos inverter posições, isso é, enquanto ela me fazia oral, Jack estava na posição da vaca com ela (vide Kama Sutra). E foi aí que tudo começou a ficar…esquisito.

– Ei cara, deixa eu ficar aí um pouco? – disse Jack querendo trocar lugar comigo.

E ela interrompeu, dizendo: – Ah não, eu que tenho q fazer tudo aqui.

Eu e Jack a ignoramos. Mas ela repetiu.

– Ah, que saco. E vocês, não vão fazer nada.

Eu não estava conseguindo entender o que era fazer tudo. E visto que haviam dois homens e uma mulher no quarto, se a mulher não fizesse tudo, algum homem teria que fazer. A dúvida foi sanada com a pergunta de Jack.

– O Rose. Tu ta zuando né?! Tu é a única mulher aqui. Como tu não vai fazer tudo?

– Ah, sei lá. Talvez você podia chupar o…

Nem a deixamos completar a frase.

– Ôô garota. Ta louca, isso não estava no script não? – Eu disse rindo.

– E o Jack entrar aqui estava? – disse ela indignada.

Continuamos sem querer ouvir o que ela tinha a dizer. Eu e Jack, tivemos um ataque de riso. A ideia era absurda demais.

Faça como Charlie. Nessa composição é tudo mais seguro.

Faça como Charlie. Nessa composição é tudo mais seguro.

– Você ta muito doidona mulher! – Disse jack.

Rose doida de raiva com a nossa reação, começou a se vestir, o que gerou mais riso ainda. Sei que nossa atitude foi infantil, mas não estávamos esperando por aquilo. Eu e Jack começamos a nos vestir também por que é bem gay dois homens nus tendo um ataque de risos dentro de um quarto de motel.

Na saída do motel, Rose estava na frente do carro.  Jack entrou pela porta de trás (do carro). Enquanto ele estava no carro resolvi pedir desculpas para Rose, que depois de muito desenrolo, ficou tranquila. Continuamos nos vendo até hoje.

Mas dessa história fica um ensinamento.  Ao fazer um evento desses, defina as regras. Vai ficar no Free Play, totalflex ou só no básicão, feijão com arroz?

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2 respostas para Um threesome, uma ex e uma sugestão diferente

  1. AUHAUHAUAHUAhUAh Maneiro! Bem a sua cara! American Pie life style?!

  2. Pingback: Traição? |

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