Estranhos desconhecidos

Já percebeu que, com o passar o passar dos anos, começamos a conviver menos com as amizades de longa data e começamos a conviver com desconhecidos?!

Se você segue uma rotina de pegar o mesmo transporte público, no mesmo horário, e mesma linha, aí é que parece que existe até relativa interatividade entre as pessoas. Quase como se ambos esboçassem um “Opa, bom dia!”

metro2

Por essa razão decidi escrever sobre as pessoas desconhecidas – que já até tomei liberdade de nomear – que vejo todo dia, e a forma como as vejo.

A viagem começa na estação de Coelho Neto. Não tenho um vagão preferido. Vou no mais vazio. Às vezes nenhum é o mais vazio.

Nessa viagem existem personagens que me chamam a atenção, por causa dos seus comportamentos.

Na estação de Irajá, entra um casal. Eles parecem trabalhar em uma empresa de tecnologia por camisas com sufixo “TEC” e têm uma disposição cedo que eu invejo. Não que eu fique dando uma de moralista ou manjador de tesão alheio, mas eles não param de se beijar, do início do percurso até a Central – estação na qual eles descem.

Outro detalhe interessante do casal, é que nunca é ela que entra primeiro. É o rapaz que “invade” o monstro de aço e reserva uma “clareira” no mar de gente sonolenta. Sempre ele que se segura no poste. Ela, no bolso da calça jeans dele.

Mais a frente, Vicente de Carvalho , entra Carlos. Não sei o por quê, mas ele tem cara de se chamar assim.

O cara é grande. Deve ter por volta de 1,90 ou 2m. O som do fone de ouvido é alto. Alto pra caralho! E ele curte tudo com os olhos fechados, como se ao mínimo esbarrão de alguém, ou pisão acidental em seu pé, ele desencadeasse um ataque de fúria, matando a todos do vagão.

Carlos parece ser de um escritório. A camisa é social e os sapatos geralmente pretos, mas não tão bem engraxados. Ele tem cara que acha o emprego um saco. Ou talvez, tenha apenas passado a noite na casa de alguém se divertindo e não teve como se arrumar nem descansar direito.

Ao olhar para o chão, vejo sentada Juliana. A criatura deve ser tipo aquele cara da série. O que tem três empregos, sabe?

Juliana dorme de um jeito, que a impressão que dá é que ela está em estado vegetativo. Ela senta no chão, cruza as pernas, e apoia a cabeça na parede do metrô. A expressão dela é a de quem está numa perfeita cama king size. O mais interessante é que, chegando no Maracanã, ela acorda. Perfeitamente linda, penteada e maquiada. Parece mágica.

Depois Maracanã, o carro começa a ficar mais vazio. Nessa hora consigo ver o Sr. Antônio.

Seus sapatos com bico de aço denunciam que ele trabalha em alguma oficina mecânica, estaleiro ou obra. Antônio é semelhante a Carlos (O grandão com cara de nervoso), no entanto, se vaidade nenhuma. O cabelo é sem corte, as unhas escuras e a barba alta. Ou talvez ele esteja na moda da barba. Vai que, né…

Sr. Antônio tem um comportamento. Ele não pode ver um decote. O cara não fala babaquices, ou demonstrar estar olhando, mas não consegue evitar uma olhada por menos de 4 segundos.

Mas ele é relativamente comportado. Ao menor sinal de reprovação, de qualquer pessoa ele muda o olhar. Sr Antônio não peca em olhar, peca em ser pego, pela falta de disciplina.

E para finalizar, já na estação Central, entra Howard. Ele é um cara de terno, óculos e parece sempre estar muito atrasado. Ele deve ter uma função tipo: Gerente das coisas Fodas da Empresa. Junto com toda sua vestimenta, seu inseparável celular, que parece que está sempre grudado a orelha.

O repertório de palavras de Howard é restrito. É comum ouvir palavras como: ATA, reunião, planilha e agenda.

Tente você, ao menos um dia, tirar a cara do celular ou livro e olhar ao redor. Transporte público é maior loucura!

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Traição?

Ok…ok existe a confiança e blá blá blá, mas falo isso para você entrar mais ligado na historinha de uma possível traição deliciosa que está por vir amiguinhos.
O personagem de hoje, assim como os Estados Unidos na Guerra do Vietnã, foi vitima do terreno. Ficou confuso? Leia até o final o texto que você já vai entender.
Obs: Não ligue para os nomes dos personagens estranhos durante o texto. Eles são apenas para ajudar a ilustrar a história em sua cachola.

A História

Era a minha primeira vez na casa da minha namorada. Eu e Marta já estávamos namorando há seis meses e o aniversário do irmão dela era a oportunidade perfeita para conhecer todos da família dela de uma forma descontraída. Eu sempre odiei aqueles filmes em que o cara vai para a casa da namorada e todos se sentavam a mesa e forçavam conversa. Algo tipo: “O blog é Tapioca Verdadeira eim?! Então…é sobre comida?” Um saco!

Na casa dela estava tudo legal. Todos estavam me tratando super bem, inclusive meu sogro. Toda hora ele me dava um tapa nas costas e enchia meu copo e dizia: !

-E ai, meu camarada, estão te tratando bem?
– Sim, sim Sr Howard.

Minha sogra, dona Misty, também estava sendo sensacional comigo. Ela era uma coroa muito bonita, aparentava ter uns 60 anos, mas a disposição e sorriso faria qualquer um a considera-la uma MILF. Ela era muito gentil, sempre se aproximava e perguntava se eu precisava de algo. !

-Meu filho, ta com fome? E esse copo vazio ae?! Vai dar dengue eim! Toma aqui, encha isso.
-Ah, obrigado.

Era muita cerveja naquela casa e, logicamente, eu estava ficando mais doido que o Pato Donald. Isso porque eu já não estava falando nada com nada. Veja um exemplo de diálogo com meu sogro: !

– A filha é minha e eu espero muito que você respeite.
-Não…eu vou respeitar, vou respeitar, vou respeitar…Ela é uma mulher incrível e o senhor é um cara muito baca, muito gente…muito maneiro!
-Obrigado. Você é camarada também.
(Muita ternura. Clássico papo de bêbado)

Alguém faz ele parar

Alguém faz ele parar

Quando ele chegou

Por volta de 23h, quando eu já mal me aguentava em pé, apareceu um cara muito simpático na festa, e comecei a trocar ideia com ele. O papo fluía muito bem. O desgraçado era bom de ideia. (talvez tivesse sido por isso…)

O Naruto era amigo de infância da minha namorada. Quando ela o viu, deu pulou na direção dele e lhe deu um abração apertado. Olhei sorrindo. Um abraço não é nada demais.

Como os dois engataram numa conversa do tipo: “Lembrando quando a gente…” Preferi sair de perto. Não dava para eu ficar só de espectador. Resolvi então trocar ideia com outras pessoas na festa. Todos eram tão legais e a cerveja estava infinita.

Em meio ao assunto dos dois, eu começava a não entender mais NADA do que estava acontecendo. No entanto, durante uma viajada mental, percebi que estava tocando forró. Logo uma sirene ligou em minha cabeça: Ele estava dançando com ela. E o filha da puta mandava bem! E ela? Só sorrisos.

A minha expressão deve ter mudado de maneira muito radical, pois um galera que percebeu a situação logo me tranquilizou:

-Ih cara, relaxa. Ali é só amizade.
-Pode crer. (Eu não consegui formular resposta melhor)

Nesse momento parte do meu álcool passou. Porém, mais uma vez, vem dona Misty encher meu copo:

-Meu filho, o que ta acontecendo. Se o Howard perceber você com copo vazio vai sobrar pra você! Ele vai te chamar de marica. Sabe como é esse povo de Marinha né?! Levam copo a sério.

Eu só consegui sorrir.

Segui a festa conversando e deixei os dois dançando, afinal, tinham me dito que não ia rolar nada. Mas esse estágio de calma durou pouco.

É impressionante como toda família tem um tio zuão. Ele é aquele ser humano que sua razão de existência é fazer piadas, muitas vezes inconvenientes, e que tem um grande poder de fazer você ser sacaneado durante anos, graças a um apelido que ele te dá. Na família da Marta tinha um, o Mohamed. Assim que ele viu Marta dançando com Naruto, chegou perto, apertou meu ombro e falou bem perto do meu ouvido:

– Parcero, pra você tá vendo aquilo e estar na boa, vai rolar um threesome hoje. Vai ou não vai?!

E terminou a frase com uma risada ao estilo HUE HUE HUE

Eu pensei em espancar ele, mas eu só tentava fazer alguma coisa para acabar com aquela cena que, até então estava apenas na minha cabeça, mas, aos pouquinhos, ia se materializando em minha frente.

De todas as coisas que aconteceram acima e o começo da dança dos dois, passaram-se apenas 10 minutos. Mas foi mais do que suficiente para que o safado, sem vergonha, camundongo e sujo do Naruto, já estivesse bem colado com a minha namorada e com a mãozinho xexelenta na lombar dela. E todo mundo sabe que quem repousa a mão ali, é quase certo de marcar gol.

Não aguentei, levantei da cadeira, fui até eles e a puxei. Ela veio sorrindo e dizendo que eles estavam apenas dançando, de fato estavam, mas me incomodava demais.

Ela se sentou do meu lado e eu fiquei calmo.

Passada a adrenalina, veio o álcool com força total, eu avisei para ela, que me guiou até o banheiro.

Eu estava vomitando demais e Marta segurou minha cabeça durante a maior parte do tempo. Quando terminei, me dei conta que quem segurava minha cabeça era dona Misty.

Fraco, bambo e bêbado, voltei para a festa. Mais uma vez, os dois estavam dançando coladinhos. Eu queria arrebentar a cara do Naruto, mas eu não podia, eu não ia conseguir. Imagina a impressão que eu ia deixar dando porrada em uma pessoa importante da família. Eu, ali, estava completamente entregue a situação.

No entanto, uma coisa eu podia fazer. Leva-la para dormir comigo. E foi o que eu fiz. Ela até relutou um pouco, dizendo que queria curtir mais a festa, porém, a convenci de que eu não estava legal e precisava de ajuda.

traição

Enquanto eu dormia…

Lembro-me apenas de ter batido na cama e dormir profundamente.

No dia seguinte, quando acordei, parecia que eu estava em outra casa. A música alta não estava mais lá e ninguém estava dançando, muito pelo contrário, a cara de ressaca era geral.

Perguntei a minha namorada se ela havia dormido bem. Marta estava cheia de olheiras e bocejando toda hora. Ela sorriu e disse:

-Eu tive uma noite maravilhosa.

Quanto ao Naruto, mesma cara de sono e bocejos. Resolvi não fazer a mesma pergunta. Segui aquela frase: Se não vi ou não lembro, não aconteceu.

 

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Plugado

Beber demais, transar com uma pessoa desconhecida, se alimentar a base de miojo e x-tudo, se torna até normal para algumas pessoas. Estamos sempre testando nosso corpo, algumas vezes sequer temos noção de seu limite. O personagem da história de hoje, foi ousado, e tentou ver até onde dava, e não deu. Ele não respeitou por exemplo a lei da expansão e da contração. Se é que ela existe.

Não captou? Relaxa, leia que você vai entender.

Boa Leitura.

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Santo aplicativo Whatsapp! Um verdadeiro otimizador de desenrolos. E foi por ele que tudo começou.

Já nos conhecíamos e víamos regularmente.

Só que naquele dia não havia nada de legal para fazer. Até porque, por alguns motivos, preferíamos nos ver em ocasiões mais restritas.

Resolvemos dar uma volta em um parque próximo de onde moramos. O local é bem agradável. É arborizado, amplo e tem um lago lindo. Muito aconchegante. E como não havia nada para fazer, o jeito foi dar um passeio no tal parque.

Chegamos lá por volta das 20h. Era domingo e estava bem vazio.

Paramos em um banco em frente ao lago e apreciamos a luz da lua refletindo sob o lago, que fazia aquele clima ficar todo romântico. [Tapioca também é sentimento 😉  ]

Logo começaram os beijos, e depois, é lógico, o AMASSO LOUCO!

Ambos estavam feito dois polvos, cheios de braços um pra cima um do outro, e como estava tudo vazio em volta, não demorou para rolar nudez.

O pau já estava nervoso dentro da cueca. Era como se tivesse vida própria e estivesse gritando:

-Ei seu puto, me tira daqui!

Eu o obedeci. É logico!

Começamos a quantificar os riscos.

-Guarda isso, o guardinha daqui a pouco vai fazer a ronda.

-Não tem problema, deixa aqui que ta tudo bem. Não vai dar nada. Qualquer coisa eu guardo em dois segundos, tenho prática.

E realmente eu tinha. Alias, todo mundo que tem um pinto sabe como manejar. Pergunte a qualquer homem, qual a melhor punheta. Ele pode até dizer que é a da esposa, namorada, peguete do barzinho, mas é lógico que é mentira. Temos anos de treinamento.

Mas continuando…

O amasso se intensificou, mais e mais. E chegou a tal ponto, que procurarmos uma moita próxima e relativamente escondida do resto do local.

E lá começou a nudez total, esbarrando é claro no fato de não haver a bendita camisinha. É na falta dela,  é preciso fazer uma escolha difícil. Ser papai, no “menor” dos casos, desistir de tudo ou procurar uma via alternativa. Optamos pela última opção.

A excitação estava no nível hard máximo e estava muito bom para ambos. E ia continuar assim, caso não aparecesse um holofote, nada discreta do carro da guarda do parque.

A luz se aproximava cada vez mais e estávamos completamente nus e encaixados. E o drama começava a se desenhar aí.

Não estava dando para desencaixar, e isso estava me causando muita dor. Era estranho e um tanto humilhante ficar preso para o próprio corpo. Ou pelo corpo alheio, não sei. Até porque poderia ser um inchaço da minha parte, mas poderia ser também um…sei lá… trancamento anal.

Acho que não há forma melhor de ilustrar encaixe.

Acho que não há forma melhor de ilustrar encaixe.

Andando de trenzinho, tentávamos nos esconder da luz do carro e da lanterna do guardinha, que apontava para todo o lado procurando por mal feitores. E até tinham, dois. Duas pessoas “malfeitando” uma coisa que tinha tudo para correr bem.

Para nosso alívio, o guardinha foi para o outro lado do parque, mas o risco dele passar por onde estávamos ainda era eminente. Era preciso me desatarraxar da pessoa. Já estava começando a ficar dormente e eu estava morrendo de medo de ficar sem pau.

Por obra divina, tínhamos levado uma pequena bolsa térmica com algumas bebidas. Entre elas estava uma latinha de coca-cola, GELADASSA!!

Lembrei-me de uma vez na qual uma colega enfermeira, falou sobre uma substância que ela pingava no pênis de pacientes para que eles não ficassem excitados durante o banho. Acreditem, a coca-cola, refrigerante que serve para limpar piso, polir metal, desentupir privada, tem um composto desse treco, que para mim, era um milagre.

Abri a lata e joguei o refrigerante entre a porca o parafuso. [Uma bela metáfora, diga-se de passagem]

– Nooooossa, que lance gelado.

-Aaaaaa, ta ardendo, tira isso daqui. Joga água!

Tentou correr, mas segurei. Quando me dei conta, o bigólo [ leia Pênis] estava todo murcho e pequeno feito um cheetos molhado.

Nos vestimos e terminamos de tomar as bebidas. E é lógico, não as “desperdiçamos” mais.

Mas o melhor de tudo foi o que eu tirei de lição. Nem sempre uma super-ereção é uma benção. Uma brochada pode ser tudo o que você precisa. Pense nisso!

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Merda (no chão) acontece

Se eu pudesse te dar um conselho sobre noitadas, seria: Esteja em dia com seu corpo. Não saia de casa quando estiver gripado, não saia depois de um dia de trabalho intenso, não saia com dores na coluna, perna, braço e etc.

Anule o que eu disse anteriormente, todos os problemas acima são facilmente resolvidos com uma Aspirina. Apenas uma coisa é invencível, e se chama “Chamado da Natureza”.

A história a seguir vai parecer um filme do Ben Stiller, a diferença é que a história é real. Veja agora a saga angustiante de um homem com a necessidade de ter um banheiro limpo e com papel higiênico.

Show de rock na Fundição Progresso é sempre uma boa pedida. Em um sábado de outubro, teve Forfun lá.

Juntei uns amigos e separei uma merreca para tomar umas cervejas na Lapa antes de entrar no local. Eu gosto sempre de fazer um esquenta do lado de fora, já que a cerveja dentro da Fundição é cara demais!

A apresentação foi incrível. Como sempre. E após quatro horas de show, era o momento de ir para casa. E é aí que começa meu drama.

No momento em que cheguei ao Largo da Carioca para pegar meu ônibus, senti uma angústia tomar conta de mim. Esse sentimento se devia ao fato de que havia três dias que eu não ia ao banheiro, além disso, muito mal eu estava me alimentando.

Já dentro do coletivo, tentava me concentrar em qualquer outra coisa. Era o único jeito que eu tinha de aliviar a pressão interna dentro de mim. Havia algo querendo sair e eu não ia deixar isso acontecer. Não do lado da velhinha que estava sentada ao meu lado.

A distância da Lapa até minha casa é de mais ou menos, 40 km. Tudo o que eu pensava era: Não vou aguentar.

Olhei em volta e vi que meus amigos estavam todos dormindo. Não havia ninguém para dar nem um apoio moral.

Em meio a minha angústia, surgiu ódio. A porra do motorista parava em TODOS os pontos de ônibus possíveis. E em meio essas paradas, no momento em que o freio do carro era acionado, era terrível. Parecia que o Mike Tyson estava dando socos de dentro para fora (sem viadagem).

A velhinha ao meu lado se levantou. Chamei um dos meus amigos para sentar ao meu lado e contei meu drama para ele. O filho da puta riu, porém me deu palavras de apoio, do tipo: “está chegando cara” e “Relaxa, esse tarugo não vai sair agora”.

Finalmente, chegou a hora descer do ônibus. Pedi para meu amigo puxar a cigarra e fui levantando cuidadosamente. Quase deixei o mostrou escapar da jaula.

Logo no ponto de onde saltamos, havia uma enorme igreja, e eu me lembrava que lá tinha um grande e o mais importante, limpo banheiro.

Avisei para o rapaz que estava na portaria que ia usar rapidamente o banheiro, e ele concordou.

Assim que o cara fez um movimento que indicaria que o gesto dele seria de aceitar meu pedido, fui correndo para o banheiro.

Chegando à porta do banheiro meu cinto já estava solto, e minha calça com o zíper aberto. Quando abri a cabine do banheiro e virei de gostas para o vaso, já com as calças arreadas, por pouco não foi tarde demais. Esse “por pouco” me custou um tanto tarde.

Nem sempre da tempo

Nem sempre há tempo

Por cinco centímetros não acertei o local correto. Então já que eu errei, você pode imaginar que eu tenha errado o vaso. Caso tenha pensado isso, está correto, caguei no chão da igreja. Segundo meu amigo que estava do lado de fora, quando o projetil bateu no chão, foi possível ouvi-lo. É sério!

Obvio que eu não podia deixar aquele mostro lá, o coroinha da igreja ia ficar doido quando visse aquilo lá. Por esse motivo tive a brilhante ideia de pegar aquilo do chão.

O problema é que não havia papel ao redor, então usei minha cueca para pegar, e joguei no lixo. Putz! Outra merda…

Eu sei de novo o que você está pensando: “por que não jogou no vaso?”. A explicação é simples. Defecar em um local sagrado acaba com qualquer chance de raciocínio lógico ou dignidade existente em você. É quase como se virasse um zumbi.

Fiquei sem coragem de pegar a cueca do lixo, saí de lá cumprimentando o carinha da entrada com um sorriso bem sem graça e fui em direção a minha casa.

Desde desse dia nunca mais fui a mesma pessoa. Na verdade fui, apenas não passo mais em frente àquela igreja.

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Um threesome, uma ex e uma sugestão diferente

Feliz das pessoas que se permitem o inusitado. Uma suruba ou “namoro escandaloso”- carinhosamente chamada pelo auto corretor do Word –  tem tudo para dar errado, isso é, se não tiver suas regras pré-definidas. Afinal, não é todo mundo que é o Keith Richards, em outras palavras, isso foge do comum, está fora das vias do papai-mamãe. E por esse blog merece uma história REAL sobre o tema.

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Para começar, não quero ser julgado pelo que fiz. Sou desapegado aos bens da vida e sempre fui ensinado a compartilhar.

Era sábado. Estava na casa de Jack Wilson, um amigo. Xbox, batatas fritas e algumas cervejas compunham o cenário. Não precisava de mais nada. Mas a satisfação dura só até as testosteronas do ambiente se somarem. E essa reação, catalisada pelo álcool, pode desencadear uma história como a minha.

Após algumas rodadas de Fifa13 e cerveja, decidimos ir para um lugar, ouvir uma música, pegar mulher e beber. E nessa, não sei o porquê, eu chamei a minha ex-namorada, Rose, que aceitou numa boa. Ainda nos encontrávamos frequentemente para “matar a saudade”.

Minha ex levou uma amiga, que mesmo meu amigo muito bêbado não quis pegar porque ela não era o tipo dele. Vale lembrar, que o álcool é um redutor de critérios, ou seja, sapo vira príncipe e jabuti vira modelo da Victoria Secret.

Jack ficou entretendo o jabuti, enquanto eu relembrava os velhos tempos. Não da para falar bons tempos, pois seria incoerente, visto que é uma ex-namorada, na verdade, agora são os melhores tempos, o relacionamento aberto era perfeito, tanto para mim, quanto pra ela.

Já na boate, eu e Rose estávamos em um amasso louco. O lugar começou a ficar pequeno para nós. Procurei Jack – que estava mais doido que o canguru perneta – para ir embora. A amiga da Rose já havia indo embora, um tanto desapontada pela ausência de investidas da parte de Jack.

Já no carro, meu amigo desmaiou no banco de trás, nem se mexia. Aproveitando-se do momento, Rose resolveu fazer traquinagens comigo enquanto eu dirigia. Sim, ela sacou e lickou o lollipop com o carro em movimento!

(Você, rapaz que possui uma carteira de motorista, eu recomento, de verdade)

Quase chegando ao motel, olhei pelo retrovisor e vi que Jack acordado. Fiz sinal para ele fingir que estava dormindo.

Fiz o check in no motel e fui direto para o quarto.

30 minutos depois me veio uma ideia na cabeça e enquanto minha ex estava de costas, eu mandei sms para o Jack entrar no quarto.

Eu sei… Um tanto idiota e suicida minha atitude, mas no pior, ele se fingia de bêbado e ia embora. Além do mais, eles já tinham ficado em outras ocasiões.

Quando Jack entrou no quarto Rose disse: – Ei ei, o que tu ta fazendo aqui cara? Rs

(sim, ela falou isso rindo)

Jack: – Eu vou mijar ali no banheiro. Disse ele meio cambaleante.

E seguiu em direção ao toalete.

Enquanto ele ficava no banheiro eu continuei. Plock plock plock…

Resolvi chama-lo.

– Jack…chega aqui.

– Ei, chega aqui…como assim? – Disse Rose.

Jack já chegou beijando-a. E para minha surpresa ela não apresentou nenhuma resistência, nem mesmo um “para”.

Então como estava tudo bem, eu e Jack iniciamos um trabalho de equipe, obviamente sem muito contato físico, visual ou vocal. Certas regras têm de ser respeitadas.

Rose parecia bem à vontade, mostrava-se até proativa, propondo posições. Mas alegria de surubeiro dura pouco.

Em um dado momento, eu e Jack quisemos inverter posições, isso é, enquanto ela me fazia oral, Jack estava na posição da vaca com ela (vide Kama Sutra). E foi aí que tudo começou a ficar…esquisito.

– Ei cara, deixa eu ficar aí um pouco? – disse Jack querendo trocar lugar comigo.

E ela interrompeu, dizendo: – Ah não, eu que tenho q fazer tudo aqui.

Eu e Jack a ignoramos. Mas ela repetiu.

– Ah, que saco. E vocês, não vão fazer nada.

Eu não estava conseguindo entender o que era fazer tudo. E visto que haviam dois homens e uma mulher no quarto, se a mulher não fizesse tudo, algum homem teria que fazer. A dúvida foi sanada com a pergunta de Jack.

– O Rose. Tu ta zuando né?! Tu é a única mulher aqui. Como tu não vai fazer tudo?

– Ah, sei lá. Talvez você podia chupar o…

Nem a deixamos completar a frase.

– Ôô garota. Ta louca, isso não estava no script não? – Eu disse rindo.

– E o Jack entrar aqui estava? – disse ela indignada.

Continuamos sem querer ouvir o que ela tinha a dizer. Eu e Jack, tivemos um ataque de riso. A ideia era absurda demais.

Faça como Charlie. Nessa composição é tudo mais seguro.

Faça como Charlie. Nessa composição é tudo mais seguro.

– Você ta muito doidona mulher! – Disse jack.

Rose doida de raiva com a nossa reação, começou a se vestir, o que gerou mais riso ainda. Sei que nossa atitude foi infantil, mas não estávamos esperando por aquilo. Eu e Jack começamos a nos vestir também por que é bem gay dois homens nus tendo um ataque de risos dentro de um quarto de motel.

Na saída do motel, Rose estava na frente do carro.  Jack entrou pela porta de trás (do carro). Enquanto ele estava no carro resolvi pedir desculpas para Rose, que depois de muito desenrolo, ficou tranquila. Continuamos nos vendo até hoje.

Mas dessa história fica um ensinamento.  Ao fazer um evento desses, defina as regras. Vai ficar no Free Play, totalflex ou só no básicão, feijão com arroz?

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Ilha Grande

Ah Ilha Grande! O melhor lugar do mundo. Impossível você visitar esse canto do planeta e não ficar apaixonado ou sair com alguma história marcante na bagagem. Isso não se deve apenas  pelas belas paisagens e peitinhos de outros países, mas por um misto de elementos positivos que torna o lugar muito louco e especial.  Por essa razão a historinha de hoje acontecerá nesse paraíso.

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No Carnaval eu, dois amigos, meu irmão e uma menina mexicana, viajamos para Ilha Grande/RJ. Lá, alugamos um quarto que continha, um beliche, uma cama de casal e um colchão. Era só o que cabia no lugar.

No dia anterior ao domingo em que fomos embora, fizemos uma longa caminhada pela ilha. Eu não sei bem os lugares que percorremos, mas foi bastante.

Se você for e não tiver história, tu é um bucha.

Se você for e não tiver história, tu é um bucha.

Em meio a uma trilha com destino a Cachoeira da Feiticera, começou uma guerra de lama, que foi iniciada pelo meu amigo, ao jogar a camisa do meu irmão no chão. Todos começaram a rir e tacar lama no outro. Rolou lama até na cueca e na boca (é sério!).

No percurso da trilha, passamos por duas argentinas meio hippies e lindas demais, fui desenrolar:

– Olá meninas!

Elas me olharam e começaram a rir. Lógico, eu parecia um doido com lama até os dentes. Mas simpaticamente as duas responderam.

– Hola!

Tentei enrolar um espanhol. Eu mais gesticulava do que falava o que eu queria dizer.

– Vamos bailar forró à noite. (eu estava tentando, da um crédito aí…)

– Si. Claro. Vamos!

A conversa com elas durou menos de 2 minutos, mais do que suficiente para eu ficar apaixonado por toda aquela simpatia e sorrisos lindos.

Quando começou a anoitecer, fomos para casa. Antes, passamos no mercado para comprar Sweppers (sei lá como escreve) e Montilla para abençoar a noite.

Descansamos por 3 horas, tempo suficiente para o Sweppers estar geladasso. Então começamos a beber. E foi suficiente para sairmos de casa mais dois que o padre do balão.

Por obra divina, assim que cheguei à festa vi as argentinas. O nome da que eu mais me identifiquei era Antonela, a amiga dela era Rose.

Antonela era sensacional, nos compreendíamos pouco pelas palavras, mas era suficiente para conversar e o papo até que fluir. Um dos meus amigos, mesmo ficando com a mexicana, chamou Rose para um passeio na praia, deixando a menina sozinha na festa, já que meu irmão e meu outro amigo sumiram com duas meninas. Enquanto isso, fui para um parte isolada da praia com Antonela. Lugar onde eu ganhei um blowjob (Brake do Pombo) à moda argentina. Mas logo tive que me despedir da moça. Ela tinha passeio de barco marcado na manhã do dia seguinte.

Chegando em casa, estava instaurada uma salada humana dentro do micro quarto. Meu irmão transando com uma menina que tinha “denti podi” no beliche, um dos meus amigos com uma loira na cama de casal e um amigo no banheiro, soltando estrondosos peidos. Eu disse para ele não abusar do azeite na comida na hora do almoço, mas ele ignorou.

Na manhã seguinte, Antonela me ligou às 7 horas da manhã e disse para eu ir encontrar ela na praia. Nem tomei banho, acordei meu amigo que já tinha ficado com a amiga dela e partimos.

O dia com as meninas foi ótimo. Quase fui presos por vandalismo sem ter culpa, almocei em uma pousada irada e descobri que as hippies de todas as nacionalidades são peludas. Foi perfeito!

Eu só tinha esquecido que meu irmão e meu amigo estavam sem dinheiro, NENHUM! Eu e meu outro amigo estávamos um pouco responsáveis por eles. E quando eu cheguei em casa , às 6 horas da noite, meu irmão parecia que ia me matar (com fome eu não duvido nada de ninguém).  Mas fome não era o maior dos problemas. A ultima barca saia da Ilha às 6:30 pm.

Fomos para uma pizzaria, nos alimentamos e fomos correndo para o píer onde fica a barca. Inutilmente, já eram quase 7 horas.

Ficamos um momento desiludidos e pensando como iriamos sair de lá. Até que Vi uma lancha e fui ver com o cara o preço.

Ele cobrava R$ 400 reais para levar ao continente.  Tentei conversar :

– Poxa cara, não temos como passar a noite aqui, tem como reduzir esse valor não?

– São quantos?

– Somos 5.

– faço por 250. Beleza?

– Ok. Mas eu não tenho grana aqui, terei que passar no banco antes.

– Tranquilão. Ali no continente tem caixa eletrônico.

Tudo certo, tudo ok, pegamos as malas e subimos na lancha.

O negócio voava. O mar a noite é um pouco assustador mais é lindo demais, então curtimos a paz momentânea vendo paisagem e o ouvindo som que estava rolando na lancha.

Os perrengues não acabaram por aí. Chegado o destino, pedi para a galera permanecer na lancha e fui ao caixa eletrônico, esse estava com uma folha de papel ofício na frente escrito “com defeito”. Fudeu!

Voltei para o barco pensando o que eu ia dizer para o cara.

– Cara, o caixa ta fora do ar.

Pausa dramática.

– Po… ta mesmo?

– Ta po, se quiser ir lá ver.

– Não…ta de boa. Quanto tu tem aí.

– 113 reais.

Pausa dramática [2].

– Ta safo.

Ele pegou a grana assim e foi embora.

Dirigimo-nos para o ponto do ônibus que leva de Mangaratiba para Itaguaí.

O ônibus estava lá esperando por nós. Assim como as 80 pessoas que estavam na fila para entrar nele. Era o ultimo do dia. Precisávamos ir nele, e assim fizemos.

Eu fui sentado no painel do ônibus, abraçado a maquininha de riocard, meu irmão colado na porta e os outros não estavam em situação confortável.  E assim fomos até Itaguaí.

Chegando a Itaguaí – perto do fim – uma breve espera pela van em direção a onde moro.

Os perrengues na volta não foram nada em comparação com o que eu curti.  Eu e Antonela ainda nos correspondemos por e-mail. Ela ainda é doida pra voltar para o Brasil.

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Mulher louca

Ah mulheres! Seres encantadores, apaixonantes e portadores de uma coisa que a cantora Valesca Popozuda já disse ser “o poder”. Essas criaturas, no entanto, apresentam desvios comportamentais, virando da profunda melancolia até a agressividade de um urso acuado. Além da maneira de agir, esse ser têm uma imaginação fértil (elas chamam de Intuição feminina) , que pode faze-la pensar – que você rapaz fiel –  está pegando qualquer mulher, inclusive a tia que vendo x-tudo. O caso de hoje vai ilustrar tudo para você.

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Final da Copa das Confederações, muita cerveja, pagode e amigos. Eu estava aproveitando meu tempo livre, sozinho, sem mulher perto. Todo homem precisa disso às vezes.

Por volta das 21 horas, soou o apito final. Brasil campeão.

– Aeee porra, eu falei! É lógico que ia dar Brasil!!!  (porra nenhuma. Geral estava descrente)

Abraços nos amigos, comemorações, brindes, tudo bem, até o momento que olhei meu celular. 15 ligações não atendidas.  Comentei com um amigo:

– Puts, 15 ligações perdidas.

– Sabe o que isso significa?

– Não.

– Tu vai ouvir muito.

Quis pagar para ver e liguei para ela.

–  Onde você tá?

– Na casa do Ricardo.

– E por quê você não me atendeu?

Julieta, o som aqui ta altão.

A Julieta do conto de fadas era um doce, a minha não.

– Tem mulher aí?

– Não.

– E por que eu to ouvindo voz de mulher?

O papo de desconfiança continuou por mais 30 minutos.  Ela me encheu o saco e eu desliguei na cara dela. Porém ela voltou a ligar no mesmo segundo.

Seu filho da puta! Você ta maluco?

– Quando eu chegar em casa conversamos.

Desliguei o celular.

Algumas horas e caixas de cerveja mais tarde, eu resolvi ir para casa.  Já deviam ser 2:30 am, nada se ouvia no bairro. Isso ia durar pouco.

Quando eu entrei em casa a mulher veio com tudo para cima de mim. Começou a me bater, falando que eu estava com mulher e eu lógico, estava dizendo que não. Inutilmente disse a verdade.

A mulher estava o capeta! Veio para cima de mim, me batendo e dizendo:

– Você ta me traindo, você estava com mulher! Quem é a vagabunda?

Como um ser humano normal que não é de ferro, comecei a respondê-la no mesmo tom.

– Sua maluca, eu só estava bebendo e vendo o jogo com meus amigos.

A doida pegou minha caixa de ferramentas.

Eu pensei “Será que ela está tão bolada que vai fazer manutenção na casa para relaxar?”

Ela pegou o martelo.

“Fudeu, ela vai tacar isso na minha cabeça”

Nada disso. Ela saiu de casa e eu comecei a ouvir som de lata amassando e vidro quebrando.

“o que essa louca ta fazendo?”

Fui atrás dela e encontrei a miserável destruindo meu carro.  A princípio eu não consegui ter nenhuma reação a não ser a de ficar olhando e dizer para mim mesmo: – Que porra é essa?

Quando ela destruiu o para-brisa me veio um descarga de raiva tão forte.

– Ô SUA FILHA DA PUTA, você é maluca?

– Seu viado, eu ouvi voz de mulher lá! Quem era? Me diz quem era!

20 minutos após ter começado a discussão, um vizinho chegou para tentar apartar a briga.Ele segurou a doida e tentou tirar o martelo da mão dela, já que o alvo mudara, não era mais o carro, era eu.

-Ô sua maluca, você ta me machucando, eu só não meto a mão na sua cara por causa daquela lei lá!

Na hora eu não lembrava a lei.  Eu só via o meu carro quebrado.

Por sorte chegou uma amiga que começou a acalma-la. Ela tinha já tinha me acertado duas marteladas. Eu estava embriagado, mas doeu, ainda doi.

Às 6 am,a situação já se encaminhava para o fim, graças a deus. Quem não estava dando graças a ninguém era o meu carro, que ficou todo avariado e o seguro só cobria roubo, desastres naturais e falha mecânica, não tinha a cláusula para mulher maluca.

Essa foto não é meramente ilustrativa. O carro ficou assim!

Essa foto não é meramente ilustrativa. O carro ficou assim!

Meu carro não tinha nem começado a ser consertado até o fechamento dessa edição.

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